sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Agrinho

(Adaptado)O Programa Agrinho, em 2015, completou treze anos de existência no Estado do Ceará, nesses anos se desenvolveram os temas: Meio Ambiente, Saúde, Cidadania, Trabalho e Consumo. Temas importante de serem explorados junto às crianças visando a formar futuros produtores esclarecidos, que vivem na zona rural, com uma qualidade de vida melhor que os pais. 
Os Programa tem como material de ensino as apostilas do 2º ao 5º ano, do 6º ao 9º ano e o Guia de Atividades.




















Quem desejar a apostila, procure um funcionário credenciado que possua, e peça acesso à elas.

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Cartilhas para orientar produção de caprinos e ovinos

Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) lançou um novo conjunto de cartilhas destinado a orientar aspectos considerados relevantes para a produção de caprinos e ovinos no Brasil. O material, disponível para acesso e download gratuito (veja links ao final da matéria), traz recomendações sobre controle de verminose, forrageiras para alimentação dos rebanhos, compostagem de resíduos e terminação de cordeiros.


Controle de verminose em caprinos e ovinos é um guia prático que ajuda a identificar os principais sintomas de contaminação por parasitoses e a aplicar o controle integrado recomendado pelaEmbrapa. A cartilha traz recomendações sobre a seleção de animais para tratamento, aplicação correta dos vermífugos e cuidados importantes com instalações e manejo, para reduzir a verminose e outros problemas sanitários nos rebanhos.
A cartilha Opções e estabelecimento de plantas forrageiras cultivadas para o semiárido brasileiro aborda informações para formação de pasto e capineira, com recomendações para o preparo das áreas e plantio. A obra traz indicações para a escolha de forrageiras adequadas e fala sobre aspectos práticos do manejo de pastagens e capineiras, como adubação, corte, feno e silagem.
Um destino ambientalmente adequado para as carcaças de animais mortos e outros resíduos orgânicos da produção é o ponto central da cartilha Compostagem de resíduos de produção e abate de pequenos ruminantes. Nela, produtores rurais, agroindústrias, frigoríficos e abatedouros, podem ter informações sobre a técnica que permite aproveitar os resíduos para a formação de um composto que pode servir como fertilizante orgânico.
Já Produção de Ovinos de Corte: Terminação de Cordeiros no Semiárido trata dos sistemas de terminação (engorda) em confinamento e em pastagem, com recomendações para o manejo dos animais voltados para produção de carne. Entre elas, os cuidados com identificação dos animais, fornecimento de rações, vacinação, vermifugação, acompanhamento dos índices zootécnicos e dos custos de produção.
As cartilhas são uma iniciativa do programa Rota do Cordeiro, desenvolvido pela Embrapa em parceria com o Ministério da Integração Nacional (MI), Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) e parceiros locais no semiárido brasileiro.
O programa tem como objetivo promover o desenvolvimento de regiões tradicionalmente produtoras de caprinos e ovinos, estimulando a produção agropecuária e suas potenciais interfaces com turismo, gastronomia e outras atividades. Cópias do material serão distribuídas aos técnicos e produtores rurais integrantes do programa, que já atua no Ceará e Piauí.
Para baixar as cartilhas (clique nos títulos):

Ano Internacional dos Solos

A ONU declarou 2015 como o Ano Internacional dos Solos. Indispensável à vida na Terra, o solo é fundamental para a produção de alimentos e também está intimamente ligado às questões climáticas. Veja abaixo uma seleção de publicações sobre este tema.

Gado de Leite

Informações retiradas de: https://www.embrapa.br/publicacoes

Construção do Cordão de Pedra

Para a construção de cordões de pedra em contorno ou em nível, é necessário levar em conta as orientações contidas no item 1, desta cartilha, e proceder da seguinte forma:

. Passo: risque o terreno acompanhando a linha de nível;
. Passo: com auxílio de um arado de tração animal ou manualmente, cavam-se valas com ajuda de picaretas e enxadas, fazendo riscos nas linhas básicas anteriormente marcadas. As valas devem seguir a linha de nivelada até o final do terreno, retirando-se a terra de dentro e colocando na parte inferior do declive, formando um camalhão.
. Passo: para concluir a construção dos cordões, recobrem-se os camalhões com pedras grandes, médias e pequenas, formando uma muralha de 60 a 80 cm de altura. As áreas protegidas com cordões de pedra podem ser usadas, normalmente, para cultivo agrícola, tendo-se apenas o cuidado de fazer o plantio em nível, acompanhando os cordões, tomando-se o cuidando para não danifi cá-los. A construção é feita, normalmente, aproveitando-se as pedras que afl oram no próprio terreno. Os implementos, ferramentas e material utilizados na construção do cordão de pedra são: enxada, enxadão, pá, metro, pé-de-galinha, régua de madeira, picareta, piquetes, padiola para transporte de pedras e marreta. Os trabalhadores devem usar luvas, botas e óculos de proteção.

Cordões de Pedra em Contorno

Caracterização O cordão de pedra em contorno é uma prática conservacionista de natureza mecânica, geralmente aplicada ao ambiente da pequena propriedade, em áreas onde há difi culdade de uso da mecanização agrícola, tração motora ou animal, por consequência do relevo e que tenha certa disponibilidade de material, pedras, nas proximidades ou entorno da área, para utilização da prática. Os cordões de pedras em contorno segmentam o comprimento dos declives, fazem diminuir o volume e a velocidade das enxurradas, forçam a deposição de sedimentos, nas áreas onde são construídos, e formam patamares naturais. (SILVA; SILVA, 1997).
A aplicabilidade dessa prática é mais adequada nas áreas cujas unidades de solos apresentam pedregosidade superfi cial, como os neosolos litólicos e luvissolos crômicos, priorizando as áreas críticas da propriedade, e que haja disponibilidade de mão-de-obra. (OLIVEIRA, 2001).
É uma prática simples, cuja construção consiste na abertura de um canal, geralmente em nível, onde as pedras vão sendo empilhadas. (MACEDO; CAPECHE; MELO, 2009).

Determinação da declividade do terreno

Entende-se por declividade de um terreno a diferença de altura entre
um ponto e outro no mesmo sentido, ou seja, na direção de cima para
baixo. (SCHULTZ, 1978).
Portanto, ao se localizar o ponto mais alto do terreno, em linha reta,
parte-se em direção ao mais baixo, medindo-se sequencialmente a diferença
de altura entre os vários pontos do percurso até encontrar o ponto
mais baixo ou o que se deseja chegar. No fi nal, tem-se a altura total ou a
diferença de nível entre os pontos mais alto e o mais baixo.
A medida da declividade é importante, pois, a partir dela, se conhece
a distância correta entre as niveladas básicas.




















Exemplo:
Distância de 0 a 5 Î 20,0 metros.
Leituras diferença de altura:
0 a 1 = 25,0 cm;
1 a 2 = 23,0 cm;
2 a 3 = 28,0 cm;
3 a 4 = 24,0 cm;
4 a 5 = 16,0 cm.
Soma das alturas é igual a 116,0 cm ou 1,16 metros. Quer dizer, entre os pontos de 0 a 5, distantes de 20,0 metros, tem-se uma diferença de altura de 1,16 metros.
Logo, para se encontrar a declividade do terreno, em percentual, multiplica-se a altura encontrada por 100, dividendo-se em seguida pela distância entre os pontos, conforme fórmula abaixo:
D = h x 100/d    =>    D = 1,16 x 100/20 = 5,8%
Onde:
D => Declividade natural do terreno em %;
H  => Altura entre os pontos 0 e 5 em metros;
d  => Distância entre os em metros.

Informações retiradas de: http://www.labogef.iesa.ufg.br/labogef/arquivos/downloads/Cartilhavol4Praticasmanejoconservacaosoloagua_39993.pdf

Preparo do solo

Na impossibilidade de adoção do sistema plantio direto, a melhor opção para condicionar o solo para semeadura de cevada é o preparo mínimo, empregando implementos de escarificação do solo sem uso de gradagem complementar. Nesse caso, o objetivo é reduzir o número de operações e não a profundidade de trabalho dos implementos. As vantagens desse sistema são: aumento da rugosidade do terreno, preservação da superfície do solo com restos culturais, rendimento operacional de máquinas e menor consumo de combustível.

O preparo do solo visa a melhoria das condições físicas e químicas para garantir a brotação, o crescimento radicular e o estabelecimento da cultura.
Como a cultura da cana-de-açúcar é altamente mecanizada, prevê-se que mais de 30 operações ocorrem em um mesmo talhão ao longo de cinco anos. É inevitável que o solo esteja mais compactado ao longo dos anos do canavial. A reforma do canavial ocorre, em média, a cada cinco anos, mas, dependendo da produtividade do talhão, pode ser adiada para sete, oito ou mais anos.
O preparo do solo é, então, uma questão de máxima relevância, pois a próxima oportunidade dessa prática agrícola levará alguns anos. Ou seja, se for adotada alguma prática inadequada, os problemas resultantes permanecerão por um bom tempo. A alta produtividade e longevidade estão relacionadas com o sucesso no preparo do solo. 
Todas as etapas do preparo do solo são importantes. As práticas que visam a correção do solo como calagem, gessagem e fosfatagem, que propiciarão boas condições para o crescimento radicular, o controle de plantas daninhas, as operações de sulcação-adubação, o preparo da muda, entre outros, colaboram para o sucesso do plantio, do estabelecimento e da produtividade da cultura. 
Por outro lado, sabe-se que as operações agrícolas que promovem o revolvimento da terra elevam muito a oxigenação do solo, aumentando, também, a atividade microbiana, com conseqüentes perdas de carbono para a atmosfera, contribuindo com o aquecimento global e com a perda de matéria orgânica do solo.
Nesse sentido, as técnicas de plantio direto e cultivo mínimo, quando possíveis e indicadas, aumentam a contribuição da cultura da cana-de-açúcar na questão ambiental, por reduzirem perdas de carbono para a atmosfera, fazendo com que o carbono que foi "drenado" da atmosfera pela cana, durante a fotossíntese, fique estocado no compartimento do solo. Tais técnicas contribuem, também, para aumentar esse estoque, a não queimada das folhas de cana antes da colheita e a manutenção da palhada no campo.
O preparo do solo visa atenuar ou eliminar os seguintes fatores: 
  • físicos: compactação, adensamento e encharcamento;
  • químicos: baixo teor de nutrientes, elevados teores de alumínio (Al), manganês (Mn) e sais de sódio (Na);
  • biológicos: nematóides, cupins, entre outros.
Durante o preparo do solo deve-se atentar para a conservação do solo, prevendo a execução de terraços e medidas que evitem as perdas de solo por erosão e escorrimento superficial de água. O preparo visa, também, contribuir com o controle de plantas daninhas e de algumas pragas de solo.
A escolha do sistema de preparo dependerá do adequado diagnóstico dos fatores limitantes ao desenvolvimento radicular.
Dependendo das condições de talhão, pode-se optar pelo sistema convencional de preparo do solo, pelo cultivo mínimo ou pelo plantio direto, composto por operações de aração e gradagem com subsolagem, se necessário.
Monitoramento agroclimático
Para o preparo do solo é necessário que haja clima favorável para evitar a compactação pelas rodas dos tratores, por exemplo. O Sistema Agritempo (http://www.agritempo.gov.br/) fornece informações necessárias à programação da data de preparo do solo, tomando por base os dados de precipitação e da capacidade de campo. Clique na Figura 1 para acessar as informações sobre a melhor data de preparo do solo para o Estado de seu interesse.

Condições do solo favoráveis ao preparo para o plantio.
Informações retiradas do site:http://www.agencia.cnptia.embrapa.br/gestor/cevada/arvore/CONT000fyt3g3m302wx5ok0vcihk68d44jsu.html
e
http://www.agencia.cnptia.embrapa.br/gestor/cana-de-acucar/arvore/CONTAG01_20_711200516716.html